O setor de silvicultura e celulose do Extremo Sul da Bahia registrou crescimento expressivo no primeiro trimestre de 2026, com a geração de 1.500 novos postos de trabalho formais na região. Os dados foram divulgados pelo Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel da Bahia e apontam para um ciclo de expansão impulsionado pelos investimentos de grandes empresas do setor, que ampliaram suas operações nas plantações de eucalipto entre os municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Nova Viçosa.
Segundo o sindicato, o aquecimento do mercado internacional de celulose tem levado as empresas a aumentar a capacidade produtiva das fábricas instaladas na região. A demanda asiática, especialmente da China, por papel e embalagens sustentáveis tem favorecido as exportações do polo celulístico do sul baiano, que já é um dos maiores do Brasil. As contratações envolvem operadores de máquinas, motoristas, técnicos florestais e profissionais de manutenção industrial.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teixeira de Freitas comemorou a geração de empregos, mas cobrou melhores condições de trabalho e salários mais competitivos para os trabalhadores do campo. “Precisamos garantir que esse crescimento se reflita na qualidade de vida das famílias trabalhadoras”, afirmou. A perspectiva do setor é manter o ritmo de contratações ao longo de 2026, com possibilidade de abertura de mais 800 vagas até o final do ano.